Testemunhos sobre a Total Consagração a Jesus por Maria
A Coroação da Virgem (tondo), c.1395 (óleo sobre madeira) · Fra Angelico
Museo di San Marco, Florence, Italy (mais na Revista Salutaris)
"Quando virá esse tempo feliz, esse século de Maria, onde muitas almas escolhidas, obtidas do Altíssimo por Maria, se perderão no abismo de seu interior e se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar a Jesus Cristo? Esse tempo somente virá quando se conhecer e praticar a devoção que ensino: ‘Para que venha a nós o Vosso Reino, Senhor, venha a nós o Reino de Maria.’" (São Luís Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 217).
Sedes Sapientiae: Cronogramas para a Total Consagração à Santíssima Virgem Maria
Sedes Sapientiae: A Virgem Maria e a Dedicação ao Estudo e à Educação
A Total Consagração à Santíssima Virgem Maria e a Estudiosidade
A Devoção Mariana e a Teologia Educacional
Literato Católico
Livros de Ana Paula Barros
Revista Digital Salutaris: Educação Estética, Arte & Patrimônio
Sedes Sapientiae: A Virgem Maria e a Dedicação ao Estudo e à Educação
A Total Consagração à Santíssima Virgem Maria e a Estudiosidade
A Devoção Mariana e a Teologia Educacional
Literato Católico
Livros de Ana Paula Barros
Revista Digital Salutaris: Educação Estética, Arte & Patrimônio
"Eu odiava a Virgem Maria"
"Voltando para a Igreja Católica" – Alexandre, Fortaleza
Não poderia deixar de iniciar essa minha reflexão sobre minha consagração à Nossa Senhora sem comentar meus tempos de "escuridão". Tempos atrás, quando jovem, eu ia às Missas apenas de corpo presente, mas minha alma estava longe. Frequentei igrejas evangélicas por um bom tempo e estive na doutrina delas, mas minha alma ainda permanecia distante. Passei, então, a querer seguir uma Voz maior que me apontasse o caminho a ser seguido. Fiz o trajeto ao contrário. Enquanto muitas pessoas fazem todos os sacramentos da Igreja e depois a abandonam, eu fiz o meu trajeto já com mais de vinte anos. Eu só havia sido batizado, mas ainda não tinha recebido os sacramentos da Crisma e da Comunhão. Busquei esses sacramentos com grande ardor.
Despertei minha mente! Um "ex-evangélico" retornar à Igreja Católica e amar Maria é, de fato, uma grande quebra de barreiras. Hoje, não me sinto mais sozinho nem carrego dúvidas. Entendi que o grande sentido da vida é o amor. Uma mulher que amou seu filho até o fim e nos convida a amá-Lo também e a partilhar esse amor com os irmãos não pode ser um caminho do mal, como muitos pensam. O que nos custa na vida é apenas aceitar aquilo que não podemos mudar. Entreguei minhas barreiras nas mãos de Deus, e Ele me transformou. "Quem ama, já está liberto."
Abraços, Alexandre.
Vocação
Renata, Caratinga, Minas Gerais
"Que honra, Senhor, que glória não é servir-Vos e desprezar tudo por amor de Vós!" (Imitação de Cristo, livro III, cap. X).
Posso dizer que encontrei na total consagração a Jesus por Maria a minha verdadeira vocação: ser toda de Jesus! Assim como Ele se doou por mim, sem reservas, na consagração, eu me dou inteiramente a Ele, e a Virgem Maria me ensina como fazê-lo. Nossa Mãezinha tem me conduzido, me instruído, me acolhido, e, através dela, tenho aprendido tanto...
Aumentou meu amor por Jesus Cristo, minha intimidade com o Senhor e meu zelo pela Santa Igreja. Cresceu também meu amor pelo próximo. Não sou santa e ainda não estou pronta, mas estou na escola de Maria, aprendendo com a mais perfeita serva do Senhor o caminho para servi-Lo e amá-Lo!
Bendito seja Deus por nos dar a Virgem Maria! Bendita seja Nossa Senhora por nos aceitar como filhos!
"Ela me esperava"
Karol, Brasília
Oi, meu nome é Marya Karolyna, tenho 21 anos e moro em Brasília. Participo do movimento Renovação Carismática Católica e, hoje, venho partilhar um dos vários testemunhos sobre a minha Consagração Total a Jesus por Maria Santíssima pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort, que é apresentado no seu livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Antes de qualquer coisa, quero que você saiba que se consagrar a Nossa Senhora é reconhecer-se pequeno e frágil, ao ponto de necessitar dela para chegar até Jesus. Se consagrar a Nossa Senhora é entender que de nós mesmos só exalamos “odor”, como pobres pecadores, mas que, ao nos entregarmos à Virgem Maria, Ela nos banha com seu perfume de rosas, para que o cheiro que exalamos seja agradável a Deus. Consagrar-se a Nossa Senhora é viver a incrível experiência de ser inteiramente de Jesus, por Maria, em Maria e com Maria.
Quando você se consagra, você se entrega por completo, sem reservas, à Virgem Maria, e Ela o pega no colo e o leva a Jesus. Parece que é só isso, mas há muito mais pela frente. Quando alguém se entrega à Virgem Maria, Ela também se entrega inteiramente a essa pessoa, e assim foi comigo. Eu me consagrei no dia 27 de novembro de 2014, sob o título de Nossa Senhora das Graças. Admito que desejava fazer minha consagração no dia 13 de maio, sob o título de Nossa Senhora de Fátima. Mas, você pode se perguntar: por quê? Bem, porque faço aniversário em maio, meu nome é Maria e amo Nossa Senhora de Fátima. Porém, essa era uma vontade minha, e não de Nossa Senhora. Não havia como esperar quase um ano para me consagrar na data que eu desejava, pois Nossa Senhora mostrava que tinha pressa de mim. Lembrando: um escravo não faz a própria vontade, mas a vontade do seu Senhor e da sua Senhora.
Rezei muito, buscando discernir qual seria a data escolhida por Deus e pela Mãe Santíssima. Muitas confirmações ocorreram, incluindo o fato de que uma medalha de Nossa Senhora das Graças chegou inesperadamente às minhas mãos (história para outro testemunho). Tudo indicava que a vontade de Nossa Senhora era que eu me consagrasse no dia 27 de novembro. E assim foi: entreguei-me a Jesus pelas mãos de Maria Santíssima nesse dia. Ainda assim, pedi uma confirmação à Virgem Maria de que eu havia tomado a decisão correta.
Desde que eu era criança, a imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt visitava a casa da minha avó paterna no dia 15 de cada mês. Mesmo após sua morte, em 2011, a imagem continuou vindo na mesma data. No entanto, no dia da minha consagração, algo extraordinário aconteceu. Após participar da Santa Missa e me tornar escrava de Jesus por Maria, ao chegar em casa, encontrei a imagem da Mãe e Rainha. Mas, por que ela estava lá? Afinal, a imagem só vinha no dia 15. A partir daquele dia, a imagem começou a vir à casa da minha avó todo dia 27, coincidindo com o dia da minha consagração. Desde a infância, a data nunca havia sido alterada, mas, naquele dia especial, tudo mudou. A imagem não chegou antes da Missa, mas estava lá exatamente quando voltei, como quem me esperava.
Quando você se entrega totalmente à Nossa Senhora, Ela também se entrega a você. Desde então, todos os dias 27, quando a imagem chega, eu canto o Ofício da Imaculada Conceição e sinto que Nossa Senhora me visita de forma especial, como se dissesse: “Mamãe está aqui. Tudo vai ficar bem. Mamãe veio te pegar no colo, da mesma forma que pegou o Filho dela, Jesus. Calma, filhinha, mamãe sabe que, às vezes, você não consegue andar sozinha, mas vou te levar para o Papai.”
Talvez você pense que, após isso, tudo na minha vida virou uma maravilha, que eu parei de pecar e me tornei perfeita. Mas, se pensou isso, enganou-se. Eu ainda peco, talvez até mais do que antes, porque agora tenho consciência do que é e do que não é agradável a Deus. Muitas vezes, esses pecados parecem destruir tudo o que construí com Deus. Porém, como escrava, tenho o auxílio poderoso e o refúgio dos braços da Virgem Maria. Mesmo quando o pecado me despoja de tudo, Nossa Senhora vem esmagar a cabeça da serpente e não permite que nada — nem minhas limitações, tentações, pecados ou qualquer outra coisa — me afaste de Jesus.
Se eu pudesse lhe dizer algo, seria o mesmo que São Pio de Pietrelcina: “Amai Nossa Senhora e fazei que a amem.”
“Por isso sou teu escravo, porque o meu Senhor é o teu Filho. Por isso tu és a minha Senhora, porque és escrava do meu Senhor. Por isso sou o escravo da escrava do meu Senhor, porque fostes feita mãe do teu Senhor. Por isso eu me fiz escravo, porque foste feita mãe do meu Criador.” (Santo Ildefonso de Toledo).
"Ela não desampara"
Maria Jessika
Nova Gama, Goiás
Salve Maria!
Sempre amei Nossa Senhora desde criança, pois minha família é católica. Desde então, tinha um carinho especial pelo título de Nossa Senhora de Guadalupe. Nas novelas mexicanas que assistia, as personagens sempre demonstravam um grande amor pela Virgenzinha de Guadalupe, o que influenciou muito minha devoção.
Na adolescência, porém, relaxei na devoção à Mãezinha. Por tibieza e escrúpulos, deixei de dar-lhe a devida importância. Aos dezoito anos, afastei-me de Deus e, após três ou quatro meses sem comungar Jesus Eucarístico (algo que nunca havia acontecido desde minha Primeira Comunhão), senti necessidade de me aproximar de Maria. Não sabia como voltar a Deus, pois, sempre que peco e me afasto d'Ele, falta-me coragem para ir sozinha.
Maria, com sua intercessão, concedeu-me a graça do arrependimento e me trouxe de volta a Deus. Passei a confessar-me todo mês, a rezar o terço diariamente e a estudar mais sobre a Igreja. Mesmo sendo catequista, eu era muito relaxada nos assuntos espirituais. Foi então que, em 2014, encontrei na internet a Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Aquilo trouxe uma inquietação ao meu coração. Meses depois, comprei o Tratado da Verdadeira Devoção e, ao terminar de lê-lo, pensei: “Vou me consagrar, preciso ser toda de Maria.”
Conversei com o padre da minha paróquia para que ele abençoasse minha consagração e perguntei se poderia ser no dia 12 de dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe. No entanto, ele estaria viajando nessa data, mas sugeriu o dia 17, uma quarta-feira, quando a igreja estaria mais cheia e ele poderia falar sobre a consagração. Aceitei, e, nesse momento, a Mãezinha pediu-me minha primeira renúncia como sua escrava e de Jesus.
No dia 17 de dezembro de 2014, saí mais cedo do trabalho e fui à igreja com meu irmão. Confessei-me, participei da Santa Missa e comunguei, ansiosa por me consagrar. Como o padre previu, a igreja estava lotada, e até algumas mulheres da liturgia se surpreenderam, afinal, era meio de semana. Eu, sendo muito tímida, não havia avisado meus colegas da igreja, pois queria algo discreto. No entanto, Nossa Senhora tinha outros planos.
Após a comunhão, o padre me chamou ao altar, próximo à imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pediu que eu me ajoelhasse e lesse a fórmula com o microfone. Morro de vergonha de falar no microfone, e o nervosismo fez com que minha voz saísse muito baixa, acredito que quase ninguém ouviu! Após a consagração, o padre abençoou minha corrente e, depois da bênção final, assinou a fórmula. Foi um dos dias mais belos e felizes da minha vida.
Desde então, tudo mudou. Isso não significa que ficou mais fácil, pelo contrário, tornou-se mais desafiador. Passei por provações, dificuldades, angústias, aridez espiritual e até doença. Ainda assim, a consagração trouxe uma felicidade que não é deste mundo, mas uma paz profunda e uma alegria verdadeira. Saber que sou toda de Maria, que Ela nunca permitirá que eu me afaste de Jesus, e que nada que eu tenha ou sonhe me pertence me dá uma tranquilidade indescritível. Sempre que enfrento dificuldades, olhar para minha corrente no braço me dá forças.
Se você tem dúvidas ou receios sobre a consagração, ou se acha indigno(a), não tenha medo. Maria não desampara nenhum de seus filhos. Vá até Ela, entregue-se a Ela, e será para sempre de Jesus.
Paz e bem!
" Consagração não é uma mágica, mas se você deixar ela te transforma"
Elke Abreu
Belém do Pará
Como consagrada, recebi um convite da Ana Paula Barros para fazer hoje um vídeo sobre a importância da Consagração à Nossa Senhora pelo Método de São Luís Maria Grignion de Montfort em minha vida. Como não gosto de filmagens, vou tentar escrever. Então, vamos lá!
Por ter crescido em uma família católica, sinto que a figura da mãe tem uma importância indescritível na formação da fé dos filhos. Em primeiro lugar, quero agradecer à minha mãe, por ser a responsável por eu ter raízes tão profundas! Sempre tive um "chamego" com Nossa Senhora. Uma das coisas que me fizeram feliz no ano passado foi, em um momento de muita dor, ouvir de uma amiga (Maria do Carmo) que lembrava com carinho de quando eu dizia que iria rezar uma Ave Maria à Maezinha, pedindo que me ajudasse em uma prova, já que eu e Maria éramos "íntimas", e Ela costumava atender meus pedidos. Risos. Sim, minha relação com Maria sempre foi especial!
Em fevereiro, logo após meu aniversário de 45 anos (um dos mais felizes que já tive), tive meu primeiro contato com essa consagração. Depois disso, tantas "coincidências" aconteceram que ficou claro o chamado d'Ela para mim. No entanto, 2015 não foi um ano fácil. Perdi meu pai menos de 20 dias após o fim do meu casamento. E, nesse deserto ou tormenta (como preferirem chamar), Maria foi meu colo, Maria foi meu tudo!
Resumidamente, essa consagração consiste em renovar os compromissos assumidos por nossos pais e padrinhos no dia do nosso Batismo. Agora, em nossa plenitude, depois da Primeira Comunhão e da Crisma, assumimos livremente acreditar, ser e defender nossa Igreja, amparados pelos braços e ensinamentos de Maria.
Nesta consagração, conhecemos melhor Maria, a escolhida para gerar Jesus. Foi por Ela que Ele veio até nós! Ela o abrigou em seu ventre, o nutriu, educou e ensinou. Maria é tão especial que carrega a Igreja em seu ventre, em seu colo e em seu coração. Ela não correu ao sepulcro porque não precisava ver que Ele não estava lá. Ela sabia! Naquele sábado, Ela era a Igreja. Minha Igreja se resume n'Ela, naquela que amou, que sempre acreditou, que sempre soube!
No Tratado, tomamos consciência de que todos os santos são frutos das mãos d'Ela, como o amado São João Paulo II, que tinha esse livrinho como livro de cabeceira. Aprendemos a confiar e nos entregar inteiramente a Jesus por Maria: tudo o que temos e tudo o que somos. O Tratado é um livro apaixonante, grandioso e exigente. Ele nos cobra grandes responsabilidades, como a de doar nossas orações e indulgências àqueles que mais precisam, pelas mãos de Maria. Suas ações e orações podem ajudar a salvar almas. Não é lindo?
Venha conhecer a Consagração! Venha ser um escravo de amor! A Consagração não é mágica, mas, se você permitir, ela transforma, modifica e engrandece.
Ana Paula Barros
Especialista em Educação Clássica e Neuro Educação pela Pontifícia Universidade Católica. Graduada em Curadoria de Arte e Produção Cultural pela Academia de Belas Artes de São Paulo. Professora independente no Portal Educa-te (desde 2018). Editora-chefe da Revista Salutaris e autora dos livros: Modéstia (2018), Graça & Beleza (2025).
Possui enfática atuação na produção de conteúdos digitais (desde 2012) em prol da educação religiosa, humana e intelectual católica, com enfoque na abordagem clássica e tomista.
Totus Tuus, Maria (2015)
2 comments
Parabéns Ana Paula, continue firme em seu apostolado. Em oração por seu apostolado. Paz e Alegria!
ResponderExcluirObrigada! Louvado seja Deus que faz algo bom com tão pouco!
ExcluirOlá, Paz e Bem! Que bom tê-lo por aqui! Agradeço por deixar sua partilha.